R+ - CLÍNICA
Paciente feminina, de 24 anos, estudante universitária, veio ao Ambulatório acompanhada pela mãe. Relatou que, desde a infância, apresentava dificuldade em interações sociais (fazia amizades, até que era contrariada por querer falar sobre um único assunto e acabava se afastando das colegas). Sempre foi considerada inteligente por seus familiares e professores e teve boa evolução acadêmica. Interessada por ciências de um modo geral desde o ensino fundamental, se aprofundava muito mais do que as crianças e os jovens da mesma idade em alguns temas. Como lazer, gostava de filmes de comédia e terror específicos, assistindo repetidamente ao longo da vida, e queria que as pessoas com quem convivia assistissem também, não percebendo que os outros não se interessavam por eles. Na entrevista, relatou sofrimento por não entender o porquê de não conseguir manter amizades ou namoro e referiu episódios de ansiedade em ambientes sociais. Ao exame, estabeleceu contato visual, mas apresentou pouca mímica facial e uma fala monótona, sempre no mesmo tom. Em muitos momentos, repetiu a sílaba final da última palavra das frases. Qual o diagnóstico mais provável?