ACESSO DIRETO
Uma criança do sexo masculino, de 5 anos, foi trazida pelos pais à Unidade de Saúde da Família (USF) Rural com a história de que, há cerca de 40 minutos, a criança havia sido picada por um escorpião no hálux. Segundo os pais, tratava-se de um escorpião amarelo, com soros antiescorpiônicos, antiofdicos e antiaracnídicos. A criança tinha queixas de dores de forte intensidade no local da picada, náuseas, com 2 episódios de vômitos após o acidente, mas sem evacuações. Negava queixas cardiorrespiratórias, dores abdominais ou cefaleia. Ao exame físico o paciente estava com sudorese, palidez, sialorréia e tinha tremores de extremidades. À ausculta pulmonar e cardíaca tudo normal. Nesta unidade há FR: 35 ipm, FC: 139 bpm, a pressão arterial estava no limite superior da normalidade para a idade e altura e havia pequeno eritema ao redor do local da picada. Qual a melhor conduta, além da realização do bloqueio anestésico com lidocaína no local da picada?