R+ - PEDIATRIA
Um recém-nascido a termo, com três dias de vida, desenvolveu quadro de taquipneia, dessaturação (SatO2 pré-ductal = 90%, pós-ductal = 82%) e instabilidade hemodinâmica, evoluindo para choque refratário à reposição volêmica (40 mL/kg). Uma ecocardiografia funcional foi realizada para elucidação diagnóstica e orientação terapêutica. O exame revelou: Ventrículo Esquerdo (VE) pequeno, com contratilidade preservada e septo interventricular retificado, assumindo formato em "D" durante a sístole e a diástole. O Ventrículo Direito (VD) encontrava-se severamente dilatado e com disfunção sistólica importante, evidenciada por uma excursão sistólica do plano anular tricúspide (TAPSE) de 5 mm. O Doppler colorido mostrou um jato de regurgitação tricúspide de alta velocidade (4 m/s) e um shunt bidirecional através do forame oval e do canal arterial. Com base na interpretação fisiopatológica desses achados ecocardiográficos, qual é a estratégia terapêutica prioritária para esse paciente?