R+ - PEDIATRIA
Lactente, de 4 meses de idade, é levado ao ambulatório de Infectologia por sua mãe, que relata piora das lesões cutâneas relacionadas à vacina BCG. O bebê iniciou uso de rifampicina aos 3 meses por adenite supurada pós-BCG. Após melhora inicial, passou a apresentar novos nódulos endurecidos e ulcerados no braço contralateral e no tórax, além de linfonodos aumentados em cadeias cervicais e inguinais. A mãe refere febre baixa intermitente e ganho ponderal insatisfatório nas últimas semanas. Ao exame clínico, o lactente está hipocorado, afebril, com peso abaixo do percentil 10. Há lesões ulceradas de bordas infiltradas e fundo granuloso em regiões próximas ao local da aplicação da vacina e na parede torácica anterior. Observam-se linfonodos aumentados em múltiplas cadeias (axilares, cervicais e inguinais), alguns flutuantes, sem sinais de infecção bacteriana secundária. O fígado e o baço são palpáveis a 3cm do rebordo costal. Considerando as manifestações clínicas e as diretrizes do Ministério da Saúde, qual é a conduta adequada neste caso? Após avaliação no ambulatório de Infectologia, o lactente foi encaminhado ao Imunologista para avaliar o quadro descrito. Durante a anamnese, a mãe relata que desde o nascimento o bebê apresenta infecções repetidas de pele e vias respiratórias, sem necessidade de internações prolongadas ou ventilação mecânica. Não há histórico familiar conhecido de imunodeficiência grave. Considerando a evolução clínica e o relato materno, qual é a imunodeficiência primária mais provável neste paciente?