R+ - CLÍNICA
Homem, 68 anos, portador de diabetes melito tipo 2, insuficiência renal crônica (estágio 4) e fibrilação atrial, dá entrada no pronto-socorro com febre há 3 dias (39,2 °C), calafrios, fraqueza generalizada e dor lombar intensa de início recente. Possui cateter venoso central de longa permanência para hemodiálise. Ao exame físico, encontra-se hipotenso (PA: 90/60 mmHg), com taquicardia (FC: 112 bpm), murmúrio vesicular preservado, ausculta cardíaca com ritmo irregular e sopro sistólico em foco mitral. Não há sinais meníngeos ou alterações motoras, mas observa-se rigidez dolorosa à palpação lombar e discreta limitação da mobilidade. Exames laboratoriais revelam leucócitos: 16.200/mm³ (VN: 4.000-10.000); PCR: 235 mg/L (VN: <5); creatinina: 3,8 mg/dL (basal: 3,2); hemoculturas positivas para Staphylococcus aureus sensível à oxacilina (MSSA). Foi iniciado tratamento empírico com vancomicina. A ressonância magnética de coluna lombar evidencia área de hipersinal em corpo vertebral de L3 com realce pós-contraste, sugerindo osteomielite vertebral. O ecocardiograma transtorácico não mostra sinais de endocardite. O paciente segue febril e com hemoculturas positivas após 72h de antibiótico. O escore de VIRSTA é de 6 pontos. Qual é a conduta mais adequada no momento?