R+ - MASTOLOGIA
Uma paciente de 54 anos de idade, menopausada, com histórico de carcinoma ductal invasivo da mama esquerda (estadiamento inicial pT1cN0M0, RE/PR positivos, HER2 negativo, Ki-67 de 25%), foi submetida, há 4 anos, a setorectomia com margens livres, linfonodo sentinela negativo e radioterapia adjuvante. Realizou hormonioterapia com tamoxifeno por três anos, mas interrompeu por conta própria devido a efeitos colaterais vasomotores intensos. Ela retorna, agora, ao mastologista com nódulo retroareolar na mama operada, endurecido, de 1,5 cm, palpável à esquerda. Não há queixas axilares. A mamografia mostra assimetria densa e irregular na topografia da cicatriz. A ultrassonografia evidencia um nódulo hipoecoico irregular e não circunscrito. A biópsia percutânea guiada por USG revela carcinoma invasivo de padrão ductal, RE/PR negativos, HER2 negativo. Com base no quadro clínico e no conhecimento atual sobre recidivas locais após cirurgia conservadora, analise as afirmativas abaixo: I. A recidiva local em leito operatório é considerada fator de pior prognóstico, principalmente quando associada à conversão do subtipo molecular para triplo negativo, como no caso. II. A interrupção precoce da hormonioterapia pode ter contribuído para a recidiva local, já que a paciente inicialmente apresentava tumor luminal B. III. Em pacientes com recidiva local após cirurgia conservadora e radioterapia prévia, a mastectomia é geralmente o tratamento cirúrgico de escolha, pois a reirradiação costuma ser limitada. IV. A recidiva local após cirurgia conservadora é considerada evento esperado e, quando tratada adequadamente, não interfere na sobrevida global. Estão CORRETAS as afirmativas: