Questão de Ginecologia e Obstetrícia — GHC-RS 2026

R+ - OBSTETRÍCIA

Paciente de 38 anos vem à consulta no ambulatório de Infertilidade, acompanhada do seu marido de 40 anos, referindo infertilidade primária há 4 anos. Marido tem uma filha de relacionamento prévio com 10 anos. Na anamnese a paciente relata ciclos regulares a cada 24 dias, com dismenorreia progressiva desde que suspendeu o contraceptivo oral há 4 anos. Nega dispareunia, tenesmo ou disquezia. Nega histórias de cirurgias abdominais, doença inflamatória pélvica ou tratamentos quimioterápicos no passado. O casal trazia exames recentes solicitados pela ginecologista do posto de saúde. (Ecografia pélvica transvaginal: útero AVF, com 6,8 x 4,3 x 5,1 cm V: 77,9 cm³. Endométrio homogêneo, hiperecogênico, com 10 mm. Ovário direito com 2,0 x 1,5 x 2,3 cm V: 3,6 cm³. Ovário esquerdo com 3,0 x 2,7 x 2,5 cm V: 10,59 cm³ com imagem cística, heterogênea, de 2,4 cm com vascularização ao doppler. Histerossalpingografia: canal cervical e cavidade uterina sem alterações. Trompa direita elevada na pelve, fixa, com dilatações na sua porção distal, pérvia à passagem do contraste, porém com retenção deste na sua porção distal. Trompa esquerda com passagem do contraste até a sua porção infundibular. Espermograma: V: 1,6 mL C: 14 milhões/ml Motilidade total: 40% progressiva: 5% Normais: 4% (Morfologia estrita de Kruger) neutrófilos < 1 milhão/mL. Qual a melhor conduta neste caso:

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