Questão de Ginecologia e Obstetrícia — GHC-RS 2026

R+ - OBSTETRÍCIA

Em 2023, a FIGO atualizou o sistema de estadiamento do câncer de endométrio, incorporando avanços moleculares e redefinindo critérios anatômicos e prognósticos. Considerando essas atualizações, avalie as afirmações abaixo: I. Novo estadiamento inclui a classificação molecular do TCGA (The Cancer Genome Atlas) como parte integrante da avaliação prognóstica. Ele classifica em 4 grupos, sendo que POLEmut denota um prognóstico favorável. MMRD (Mismatch Repair Deficiency) e NSMP (Non-Specific Molecular Profile) indicam um prognóstico intermediário, enquanto p53abn indica um prognóstico ruim. Quando a paciente possui mais de um marcador é chamada de classificador múltiplo, nesse caso se p53abn e POLEmut positivos leva-se em conta o pior marcador, classificando-a como um prognóstico ruim por ter p53 anormal, independente do POLE. II. É muito importante distinguir a LVSI (invasão linfovascular) "substancial" ou "extensiva" da LVSI "focal" ou "sem" LVSI. Para fins de estadiamento a determinação do número preciso de vasos envolvidos para discriminar entre focal e extenso/substancial segundo recomendação da OMS de 2020 é (≥ 5 vasos). III. Se o tumor invade o ovário, porém tem um baixo grau histológico sua classificação agora é no estádio I (subclassificação IA3), se obedecer todos os critérios: (1) Invasão miometrial menor que <50%; (2) Ausência de LVSI extensa/substancial; (3) Ausência de metástases adicionais; e (4) O tumor ovariano é unilateral, limitado ao ovário, mesmo com invasão/ruptura somente da cápsula (equivalente a pT1c). IV. A invasão do estroma cervical não é mais critério isolado de progressão para o estágio II. Assinale a alternativa CORRETA:

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