R+ - CLÍNICA
Uma mulher de 55 anos, com diagnóstico de pancreatite crônica idiopática, há 10 anos, retorna à consulta com queixa de piora da dor abdominal, agora refratária à analgesia com opioides, perda de peso acentuada e episódios de hipoglicemia seguidos por hiperglicemias de difícil controle. Uma colangiopancreatografia por ressonância magnética evidencia múltiplas calcificações parenquimatosas, atrofia glandular e uma dilatação acentuada do ducto pancreático principal (10 mm de diâmetro), com uma estenose calcificada em sua porção cefálica. Com base neste quadro clínico, analise as afirmativas abaixo: I. O tratamento da insuficiência exócrina com enzimas pancreáticas (lipase, protease, amilase) é indicado para reverter a má absorção e a perda de peso, devendo as cápsulas serem administradas juntamente com as refeições. II. O manejo do diabetes pancreatogênico é complexo devido à deficiência concomitante de insulina e glucagon. O uso de secretagogos de insulina, como as sulfonilureias, é a terapia de primeira escolha por ser mais segura e eficaz que a insulinoterapia neste cenário. III. A dor refratária associada à dilatação ductal com estenose a montante caracteriza uma dor de mecanismo obstrutivo, tornando prioritária a avaliação de uma intervenção de descompressão, seja por via endoscópica (CPRE com dilatação e prótese) ou, cirúrgica (derivação pancreatojejunal). IV. A piora clínica acentuada, especialmente a dor refratária, em um paciente com pancreatite crônica de longa data, impõe a necessidade de descartar ativamente o desenvolvimento de adenocarcinoma de pâncreas, sendo esta a complicação mais temida da doença. Estão CORRETAS apenas as afirmativas: