Questão de Clínica Médica — ICRS 2026

R+ - CLÍNICA

Paciente feminina, 42 anos, previamente hígida, sem fatores de risco e sem história familiar de cardiopatia isquêmica, desenvolveu infarto agudo do miocárdio (IAM) há 6 meses, sem evidência de aterosclerose significativa à coronariografia. Durante a investigação de causas de trombose arterial em paciente jovem, foram detectados anticorpos antifosfolípides positivos em duas ocasiões distintas, com intervalo de 14 semanas. Perfil de anticorpos antifosfolípides: 1ª dosagem: anticoagulante lúpico positivo; anticardiolipina IgG: 68 GPL (VR < 15); anti-β2-glicoproteína 1 IgG: 45 SGU (VR < 15); 2ª dosagem: anticoagulante lúpico positivo; anticardiolipina IgG: 72 GPL; anti-β2-glicoproteína 1 IgG: 48 SGU; Exames complementares: FAN e anti-dsDNA negativos; C3 e C4 normais; Ecocardiograma sem vegetações ou trombos intracardíacos; Ausência de história de abortos ou manifestações de lúpus eritematoso sistêmico. A paciente encontra-se em uso de Rivaroxabana 20 mg/dia desde o episódio, sem novos eventos e sem intercorrências hemorrágicas. Considerando os critérios de Sydney revisados para síndrome antifosfolípide e as diretrizes atuais de anticoagulação, qual é a conduta MAIS APROPRIADA para prevenção secundária neste caso?

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