R+ - CLÍNICA
Cardiologista encaminha um homem de 52 anos com hipertensão arterial sistêmica resistente (PA: 165x95 mmHg com 4 anti-hipertensivos) para avaliação de medicina do sono. Paciente refere ronco intenso, episódios de engasgo noturno presenciados pela esposa, noctúria (4-5x/noite) e sonolência diurna excessiva (Epworth: 16 pontos). IMC: 34 kg/m², circunferência cervical: 44 cm. Polissonografia: · Índice de apneia-hipopneia (IAH): 42 eventos/hora; · Eventos obstrutivos: 89% / Eventos centrais: 11%; · Índice de dessaturação (ODI 4%): 38 eventos/hora; · Período de sono com SpO2 < 90%: 22%; · SpO2 mínima: 78%; · Índice de microdespertares: 45/hora. Dados adicionais: · Ecocardiograma: hipertrofia ventricular esquerda leve, função sistólica preservada. Considerando a classificação de gravidade da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAHOS) pelas diretrizes da American Academy of Sleep Medicine e o impacto cardiovascular estabelecido, qual é a conduta e interpretação mais correta sobre este caso?