R+ - CLÍNICA
Mulher de 76 anos é internada para realização de biópsia transbrônquica de nódulo pulmonar. Tem histórico de fibrilação atrial, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca secundária, com fração de ejeção de 35%. Foi avaliada no ambulatório há duas semanas por dispneia aos esforços. A tomografia solicitada nesta ocasião evidenciou uma massa pulmonar espiculada de 4cm com linfonodomegalia regional. Há uma semana evoluiu com falta de apetite, náusea e fraqueza. Seu acompanhante informa que está mais sonolenta há dois dias. Nega febre, dispneia, tosse, dor torácica ou edema de membros inferiores no momento. Usa rivaroxabana 20mg/dia, losartana 50mg a cada 12 horas e carvedilol 12,5mg a cada 12 horas. Ao exame, apresenta pressão arterial de 110x65 mmHg, frequência cardíaca de 102bpm, frequência respiratória de 14irpm e saturação de oxigênio de 99% em ar ambiente, com mucosas secas. Tem leve dor abdominal difusa, sem sinais de peritonite. Sem turgência jugular ou edema periférico. Está sonolenta e orientada quanto ao tempo e espaço. Os exames laboratoriais evidenciam: • Sódio 138mEq/L (VR: 135 - 145mEq/L); • Potássio 4,1mEq/L (VR: 3,5 - 5,1mEq/L); • Bicarbonato 23mmol/L (VR: 22 - 29); • Ureia: 35mg/dL (VR: 10 - 50); • Creatinina 0,9mg/dL (VR: 0,6 - 1,2); • Glicose 95mg/dL (VR: 70 - 99); • Cálcio total 13,8mg/dL (VR: 8,6 - 10,2) e magnésio 1,9mg/dL (VR: 1,7 - 2,2). Qual é a melhor estratégia inicial de manejo da hipercalcemia nesta paciente?