R+ - CLÍNICA
Mulher de 81 anos, portadora de doença de Alzheimer em estágio avançado (dependente total para as atividades de vida diária), com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 e depressão, é trazida à unidade de emergência por sonolência e hipoatividade nas últimas 24 horas. Os familiares negam febre, quedas ou sintomas urinários específicos, como disúria, polaciúria, urgência ou dor suprapúbica, referindo apenas odor fétido da urina observado no dia da admissão. A paciente encontra-se sonolenta, porém responsiva a comandos simples. Apresenta pressão arterial de 130x80 mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm, frequência respiratória de 18 irpm, saturação periférica de oxigênio de 95% em ar ambiente e está afebril. Faz uso regular de hidroclorotiazida, losartana, amitriptilina e quetiapina (recém-ajustada). Os exames laboratoriais mostraram: O exame de urina tipo I revelou densidade de 1.020 (VR: 1.005-1.030), pH de 6,0 (VR: 5,0-7,5), cor amarelo-palha, traços de proteína, glicose e corpos cetônicos negativos, ausência de pigmentos biliares, nitrito positivo, hemoglobina negativa, leucócitos de 200.000/mL (VR < 25.000/mL), hemácias de 2.000/mL (VR < 5.000/mL), poucas células epiteliais e presença moderada de bactérias. Qual das seguintes condutas é mais apropriada neste momento?