R+ - ENDOSCOPIA
Sobre a avaliação pré-operatória de um paciente com hérnia ventral/incisional, considere: I. O excesso de peso (especialmente IMC >30 kg/m²) associa-se a maior risco de complicações de ferida (infecção, seroma), reoperação e recorrência; perda ponderal estruturada antes da cirurgia pode reduzir riscos e facilitar o fechamento sem tensão, devendo ser discutida quando factível. II. O CeDAR (Carolinas Equation for Determining Associated Risks) é um escore validado para estimar risco de complicações de ferida em 30 dias após o reparo de hérnia ventral; incorpora variáveis como tabagismo, diabetes, IMC, tamanho do defeito e tipo de abordagem, e um resultado elevado pode orientar otimização clínica e medidas adjuvantes (p.ex., curativo a vácuo profilático). III. A tomografia computadorizada (TC) de parede é dispensável na maior parte dos casos e deve ser reservada apenas às recidivas; a ultrassonografia fornece, de forma reprodutível, todas as medidas essenciais (largura do defeito, perda de domicílio, atrofia muscular) para o planejamento de componentes. IV. A avaliação pré-operatória da hérnia ventral deve prescindir de mensurações objetivas; o exame físico em decúbito supino costuma ser suficiente para estimar relação conteúdo/continente, pois o diâmetro do anel herniário não se altera com manobras dinâmicas.