R+ - CIRURGIA
Homem de 50 anos foi submetido a colonoscopia de rastreamento, na qual foi identificado um pólipo séssil de 2 cm no cólon sigmoide, que foi ressecado por polipectomia em fragmento único, com tatuagem do bordo distal da lesão. O exame anatomopatológico do pólipo evidenciou: adenocarcinoma pouco diferenciado, invasão submucosa >1 mm, presença de invasão linfovascular e perineural, tumor budding baixo e margens radiais e profundas livres. O cirurgião optou por realizar retossigmoidectomia complementar com anastomose primária, abrangendo a área tatuada. O exame anatomopatológico da peça cirúrgica demonstrou: ausência de neoplasia residual, 24 linfonodos livres, presença da tatuagem no cólon sigmoide distal e alterações cicatriciais compatíveis com ressecção prévia endoscópica. Considerando as afirmações abaixo: I. A presença de invasão submucosa >1 mm, associada à invasão linfovascular e perineural, caracteriza alto risco de metástase linfonodal e justifica colectomia oncológica complementar, mesmo com margens livres. II. As classificações de Haggitt e de Kikuchi auxiliam na avaliação da profundidade da invasão submucosa, sendo empregadas para definir a necessidade de cirurgia adicional após ressecção endoscópica de pólipos malignos sésseis e pediculados, respectivamente. III. Embora o tumor budding baixo indique prognóstico favorável, ele não elimina o risco aumentado de metástase linfonodal determinado por fatores como má diferenciação e pelas invasões linfovascular e perineural, observadas neste caso. IV. A ausência de tumor residual na peça cirúrgica sugere que a retossigmoidectomia complementar foi uma conduta excessiva, uma vez que a ressecção endoscópica inicial teria sido suficiente. Estão CORRETAS: