R+ - CLÍNICA
Mulher, de 34 anos, recebeu o diagnóstico de uveíte infecciosa por toxoplasmose e está em uso de sulfametoxazol-trimetoprim há quatro semanas. Relata início, há dois dias, de dor pulsátil e intensa na região próxima ao joelho direito, associada a eritema local. Utilizou gelo, sem melhora significativa, e procurou atendimento, sendo medicada com cefalexina. No dia seguinte, houve piora da dor e surgimento de bolhas de conteúdo hemático, levando a novo atendimento, quando foi prescrita amoxicilina-clavulanato. Horas depois, a dor tornou-se insuportável, motivando nova ida à unidade de emergência. Ao exame, apresentava pressão arterial de 130x92 mmHg, frequência cardíaca de 115 bpm, frequência respiratória de 26 irpm, saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente e temperatura axilar de 38,3ºC. A coxa e o joelho direitos apresentavam bolhas rotas de base nacarada, pele espessada e área eritemato-cianótica ao redor, com dor intensa à palpação, sem sinais de coleção. Sem outras alterações relevantes. Trazia exames laboratoriais, realizados há uma semana: Hemoglobina: 13,6 g/dL (VR: 12-16 g/dL); Leucócitos: 1.200 células/mm³ (VR: 4.000-11.000 células/mm³); Plaquetas: 138.000/mm³ (VR: 150.000-450.000/mm³); Creatinina sérica: 0,76 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL). Neste momento, foram coletados novos exames, de acordo com o protocolo de sepse. Qual é a alternativa com a ação e o tratamento empírico que devem ser instituídos neste momento?