R+ - CLÍNICA
Homem de 63 anos, bancário aposentado, procura avaliação por dor torácica aos médios esforços, caracterizada como pressão retroesternal, sem irradiação, aliviada com repouso em 5-10 minutos. Refere limitação para subir dois lances de escada, mas realiza atividades leves do cotidiano sem sintomas. Nega dispneia em repouso, síncope ou ortopneia. Exame físico: • PA: 124x76 mmHg; • FC: 58 bpm; • FR: 14 irpm; • SatO2: 97% em ar ambiente; • IMC: 29 kg/m²; • Exame cardiovascular sem sopros, bulhas normofonéticas. Exames laboratoriais: • Colesterol total: 196 mg/dL; • LDL-C: 112 mg/dL; • HDL-C: 38 mg/dL; • Triglicerídeos: 158 mg/dL; • Glicemia de jejum: 110 mg/dL; • HbA1c: 6,2%; • Creatinina: 0,9 mg/dL; • TFG estimada: 82 mL/min/1,73m²; • PCR ultrassensível: 3,1 mg/L; • Ácido úrico: 5,6 mg/dL. Ecocardiograma transtorácico: • Ventrículo esquerdo com dimensões preservadas. • Fração de ejeção (Simpson): 61%. • Função diastólica normal. • Valvas sem alterações significativas. • Pressão sistólica da artéria pulmonar estimada: 28 mmHg. AngioTC de coronárias: • Descendente anterior: pérvia, sem lesões obstrutivas. • Coronária direita: stent em terço médio, pérvio, sem reestenose. • Circunflexa: placa calcificada com estenose grave (80%). Medicações em uso: • Rosuvastatina 40 mg/dia; • Ezetimibe 10 mg/dia; • Ramipril 5 mg/dia; • Bisoprolol 5 mg/dia; • AAS 100 mg/dia. Segundo as evidências mais recentes (estudo ISCHEMIA), qual seria o potencial benefício da reperfusão neste paciente?