R+ - CLÍNICA
Mulher de 72 anos apresenta-se ao consultório com a queixa de dispneia aos esforços moderados há dois meses. Nega dor torácica, tosse e edema. É portadora de Hipertensão Arterial Sistêmica, Doença Renal Crônica e apresentou trombose venosa profunda na veia femoral esquerda 10 anos atrás após colecistectomia (fez uso de warfarina por três meses). Fumou um maço de cigarro ao dia dos 18 aos 65 anos de idade. Nega etilismo. Faz uso de hidroclorotiazida 25mg ao dia e losartana 50mg 2x ao dia. Exame físico: IMC 36.4Kg/m², PA 162/94mmHg, FC 94bpm. Aparelho Respiratório: raras crepitações teleinspiratórias grosseiras em ambas as bases pulmonares. ACV: ritmo irregular. EXAMES DE LABORATÓRIO: NT-pro-BNP 115pg/mL (VR<125pg/mL); gasometria arterial: pO2 69mmHg, SpO2 94%, pCO2 44mmHg, bicarbonato 27mEq/L. Ecocardiograma: VE 47/31mm; SIV 12mm; PPVE 12mm; AE 48mm/44mL/ m²; Aorta (Ao) 32mm; FEVE 58%; E/e´ 14; VRT 3,0m/s; PAD 10mmHg; PSAP 46; MVE 252g. Hipertrofia concêntrica leve do VE. Disfunção diastólica grau 1. Sem déficits segmentares. Dilatação moderada do AE. Câmaras direitas normais. Dupla lesão aórtica, degenerativa (calcificação), estenose leve (gradiente médio de 15mmHg) e IAo leve. RM e RT leves. O ECG pode ser visto abaixo: Espirometria: VEF1/CVF 0,78; VEF1 84%; CVF 56%. Sem resposta ao broncodilatador. Assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica MAIS PROVÁVEL para a dispneia apresentada pela paciente: [[IMAGE:4b892991-7ef1-432b-ae88-9bdb3402f500.png]]